O Universo é tão imenso que é difícil para a mente humana compreendê-lo, principalmente como surgiu, e sua evolução.
Os povos antigos buscaram explicar o Universo, cada um de sua forma, e segundo as suas culturas e crenças.
Como os seres humanos vivem relativamente muito pouco comparado ao tempo cosmológico (milhões, bilhões de anos), não percebemos as mudanças que ocorrem no Universo, daí a tendência de achá-lo imutável, eterno.
Como os povos antigos viam os céus pela perspectiva da Terra, acreditavam que ela estivesse no centro de tudo. Hoje sabemos que ela é apenas um pequeno planeta que orbita o Sol, assim como outros 7 planetas, e que existem outras incontáveis estrelas, maiores ou menores que o Sol, possivelmente cada uma delas possuindo também planetas ao redor.
No link abaixo recomendo a leitura de um texto sobre a cosmologia dos povos antigos (caso queira conhecer um pouco mais sobre o tema).
Uma teoria moderna foi proposta por um padre e cosmólogo Belga, George Lemaître, num artigo publicado em 1927, onde procurou mostrar que o Universo começou a partir de um grão primordial (um ponto) de densidade infinita de energia, tratado como "singularidade", e que ao começar a expandir-se, muito, muito rapidamente, evoluiu para o que atualmente conhecemos como o Universo. Essa proposta passou a ser conhecida como "A Teoria do Big Bang".
Nos primeiros milésimos após o início da expansão do Universo a sua temperatura era inimaginavelmente alta, mas conforme o tempo transcorria e o espaço se expandia, a temperatura média foi diminuindo.
Pesquisas na Cosmologia mostram que essa expansão se iniciou há cerca de 14 bilhões de anos, ou seja, a própria idade do Universo.
Não existe sentido então perguntar: "O que existia antes do Big Bang?" Já que o próprio tempo não existia, logo não existia o "antes" desse marco zero.
As pesquisas atuais procuram verificar se a expansão do Universo irá continuar, e a temperatura continuará a cair, até que tudo fique muito frio e todas as estrelas se apaguem ("Big Chill" - O Grande Frio), se vai parar e permanecer em certo estado (Estado estacionário), ou ainda se Universo irá se contrair e voltar a ser novamente uma singularidade ("Big Crunch" - A Grande Implosão).
Em outra hipótese da cosmologia moderna, a energia escura pode acelerar a expansão do Universo a tal ponto que supera a gravidade, destruindo galáxias, estrelas, planetas e, eventualmente, átomos e a própria estrutura do espaço-tempo em um tempo finito, O "Big Rip" (grande gasgo). É um cenário de fim apocalíptico oposto ao Big Crunch.
Existem aqueles que cogitam que a expansão e a contração se repetem, de forma que teríamos um Universo cíclico, talvez até mesmo com novas leis físicas a cada vez que ressurgisse.
Cogita-se até mesmo que muitos "Universos" existam em dimensões ("lugares") que não temos acesso, ou compreensão ainda.
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